"I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away..."
Devaneio..
O céu encoberto de poeira, a casa escura e sofrida. Coisas ditas o tempo todo na TV, que te faz parecer um babaca e hipócrita. Se tudo ao menos, tudo tivesse um sentido, se desse para mostrar o que realmente importa, pelo o que vale a pena se doar.
Queria muito, queria bem pouco. Só queria, um minuto ou mais, quem sabe?!
pra onde vamos? ninguém sabe..
Estava andando na rua quando o viu, olhos castanhos claros, pelagem macia e bege.. olhar triste e solitário. Por que não o levar para casa?
Se sentiu caridosa por fazer tamanha bondade para aquele pequeno ser. Deu comida. Deu carinho. Deu onde dormir.
Ambos se apegaram .. mas chega o dia que é preciso partir.Ele fugiu. Ela chorou. Ele continuou na sarjeta, não mais triste e solitário. Ela não arrumou outro.
E os dias passaram, a bola de neve cresceu, e chegou a vez dela fugir. Sem choro. Sem pena. Sem mais.. amor.
"And this whole fucking thing is one huge disappointment"
Eu peguei manias.. manias feias as quais eu nunca pensei em ter.
Percebi o quanto isso é ruim depois de quase perder algo que prezo muito, mas muito mesmo.
Nunca fui assim, porque agora?
Me arrependo de coisas que fiz, mas somos assim.. um círculo vicioso se forma e você nem percebe. Quando vê, já está dentro dele e fazendo coisas que julgava desnecessárias anteriormente.
Espero que tudo volte ao seu devido lugar..
um pouco menos de mim...
Fuga seria solução, diriam que é covardia.. alguém aqui ta sentindo o mesmo desespero? Não!
Era o que esperava, negativismo da maioria, pessimismo até dizer chega. É, quem diria.. logo você.
Você. Sim, você!
Tantos objetivos, tantas alegrias e risos.. pronde foi? Alguém sabe? Não, ninguém ao menos entende.
Ei, vamo. Levanta essa cabeça, ergue o peito e vá.. vá pra onde te dê força. Sabe como é, quando se tá pra baixo, a tendência é afundar mais. Você? Logo você?
Que querem? Atrapalhar a vida alheia. Dizer coisas profanas e acabarem com seu orgulho próprio.
Pra quem? Pra onde? Você? Logo você? Sim, EU!
será que Lou Reed me entenderia?
"Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy"
CRISES, HÁBITOS E AFINS...
Percebi que tenho crises de mau humor.. percebi não, na verdade decide assumir a mim mesma que tenho e pronto. Não é algo planejado e que eu goste, mas simplesmente acontece. Geralmente elas aparecem quando acordo, mas daí depois passa.. As vezes aparecem a noite, quando já está mega tarde e tenho que ir dormir, mas e o sono? Cadê?
Não tenho sono nunca, por mim, ficaria a noite inteira acordada.. vendo filme, assitindo algum programa de tv, jogando conversa fora na internet. Porém, contudo, entretanto.. não é possível!
Mas não reclamo não, aliás, não curto muito esse mau humor que me consome ás vezes. Mas oremos, quem sabe um dia ele terá fim. rs.
Carta a Sophie...
Querida Sophie...
Sinto saudade das tardes em que fazíamos da biblioteca nossa casa, hipnotizados por aquele mar de livros diante de nossos olhos, tínhamos fome de aprender, de conhecer.. queria que tudo voltasse, e que você pudesse estar aqui comigo, debaixo da cerejeira a qual ficavamos deitados horas e horas, contando casos e falando sobre cinema e música, e tantos outros assuntos que eu gostava de conversar com você, só com você. Não é chatisse e nem puxa-saquismo, mas é que só você me fazia sentir bem para poder falar sobre tudo, expressar minhas opiniões e não ficar com receio de me acharem "babaca" ou qualquer outro nome que se dê para isso.
Sinto saudade das tardes em que fazíamos da biblioteca nossa casa, hipnotizados por aquele mar de livros diante de nossos olhos, tínhamos fome de aprender, de conhecer.. queria que tudo voltasse, e que você pudesse estar aqui comigo, debaixo da cerejeira a qual ficavamos deitados horas e horas, contando casos e falando sobre cinema e música, e tantos outros assuntos que eu gostava de conversar com você, só com você. Não é chatisse e nem puxa-saquismo, mas é que só você me fazia sentir bem para poder falar sobre tudo, expressar minhas opiniões e não ficar com receio de me acharem "babaca" ou qualquer outro nome que se dê para isso.
Olha, eu só desejo que você esteja bem, e se sentir vontade de voltar, volte. Não precisa dar explicações e nem nada, só você já está de bom tamanho...
Fique bem!!
Josh.
ONTEM x HOJE
Eu tenho uma mania em achar que as coisas passadas são melhores em relação as atuais... Mas, outro dia estava assistindo o programa "Saia Justa" (que eu A-DO-RO) e estavam debatendo basicamente isso. No programa a enquete era "Se você pudesse nascer em um época, em qual vc gostaria?". Daí passou lá, as épocas que os apresentadores escolheram, e a Teté Ribeiro fez um comentário muito astuto, ao qual dizia "A gente fica tão preso com o passado, pensando que aquela época foi boa e esquece do hoje, porque não temos noção do que esta acontecendo agora por ficarmos presos lá trás" e esse comentário, meu amigo, me fez repensar certas coisas.
É bem claro para todos o fascínio que tenho por coisas antigas, sejam elas músicas, objetos, roupas e afins. Mas tenho que começar a me policiar, para que isso não fique exagerado e forçado demais... mas não vou deixar de gostar de nada, só irei abrir um espaço maior (digo, um espaço considerável) para o novo. E acho digno. rs.
longe dos olhos, longe do coração
Como é bom dar a volta por cima e entender que tudo aquilo aconteceu pra reafirmar a fé que tenho dentro de mim!!
It's up to you New York, New York!!
Fui ontem a noite, lá em São Paulo no Teatro Bradesco, assitir o musical "New York New York". O teatro fica dentro do shopping, logo, ficamos andando até dar a hora da peça. O engraçado é que as pessoas sabem que não somos de São Paulo, a diferença era gritante, não pelas vestes e nem pelo comportamento, mas pelo traços mesmo, dava pra saber quem era dali e quem não era.
Bom, papo vai, papo vem, chegou a hora da peça. Bôra pra fila né. Estavamos (mãe, cunhada, irmã da cunhada e eu) lá na fila de boa, quando um senhor na portaria fala "Você pode entrar por aqui" como assim? o cara vai passar na minha frente, quem ele pensa que é? E ERA. Era o filho do Totó, aquele ruivinho que falava um italiano arranhado na novela Passione, demos tanta risada por ele ter ficado esperançoso olhando e aguardando a gente fazer um barraco ali pra tirar fotos e talvez pedir autógrafo.. que nada, o máximo que saiu foi "conheço aquele cara de algum lugar" "acho que ele participou do Big Brother" e depois que caiu a ficha "É O FILHO DO TOTÓOOO"
Alessandra Maestrini, além de linda canta MUITO bem. E não é apenas MUITO bem, é MUITO bem MESMO!! Juan Alba interpretou e cantou maravilhosamente.
Aliás, todos cantaram muito bem, me surpreendi. Fiquei com vergonha de ter duvidado do potencial de cada um, admito! rs.
A peça teve até direito a Carmen Miranda, interpretada por Julianne Daud a qual fez um papel lindíssimo, cantando "Let's Do The Copacabana".
Foi lindo, aquelas luzes, o pessoal todo feliz batendo palmas a cada música cantada.
"I wanna wake up in a city, that doesn't sleep. And find I'm king of the hill, top of the heap.."
ir, sobretudo, em frente!
Depois de tanto tomar na cabeça, acordou num lindo dia ensolarado e resolveu esquece-lo.
Quando não se espera nada, não há decepções..
Acordou no meio da madrugada com um telefonema, a principio ficou assustada, quem estaria ligando a essa hora?. Levantou, correu, atendeu. O máximo que conseguiu ouvir foi uma respiração ofegante... silêncio de repente.
Perdeu o sono e resolveu tomar um chá e assistir tv, ficou pensando naquele telefonema, quem seria? Seria ele, que não ligava a semanas, que talvez tivesse se arrependido das besteiras que fez.. pudera!
Decidiu tirar essa ideia da cabeça e acabou adormecendo no sofá.
Sem essa de limitar o possível!
"Eu quero, certo? Não sei se devo, também não sei se posso. Se é permitido? Sei lá, acho que também não sei o que é dever ou poder, mas agora estou sabendo de um jeito muito claro o que é precisar, certo? E quando a gente precisa, não importa que seja proibido. Querer? Querer a gente inventa."(Caio Fernando Abreu)
Fique feliz, queira ser feliz!
Ela sempre gostou de dia nublados, aquele dia era perfeito para um passeio. Acordou animada e resolveu ir andar. Saiu. Encontrou seu Juca da padaria e o cumprimentou, mas a frente viu Dona Abigail dando leite para seus gatos, acariciou um deles e seguiu em frente.
Passando pela relojoaria de seu Joaquim foi quando o avistou, alto, magro, cabelos morenos bagunçados, sorriso perfeito de tirar o fôlego. Estava comprando uma joia, talvez para alguém especial.. além de tudo era romântico. Pensou o quão era sortuda “a pessoa especial”. Fechou os olhos por um instante e desejou um daquele, mesmo número, mesmo modelo. Abriu. Seguiu a diante, fez suas tarefas e voltou para casa, tinha um almoço com os colegas. Se arrumou, se perfumou. Foi.
Entrou no restaurante preferido onde sempre ia socializar com os amigos, sentou na mesa, e de repente avistou ao seu lado, mesmo número, mesmo modelo. Sorriu e agradeceu pelos dias nublados serem especiais.
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